Hoje estamos finalmente a ter o primeiro dia de descanso, depois de um duro trekking em Torres del Paine, um parque natural na patagónia Chilena.
Ora bem, muito resumidamente, esta menina percorreu 75km à chuva, ao frio, ao vento, a subir e a descer montanhas. Tudo para ver paisagens bonitas. Houve dias em que o vento bateu os 90km/h e esta pequenita levantou voo várias vezes. Felizmente, estava lá o Manel para agarrar-me na maior parte das situações. As minhas pernas decidiram ter vida própria e acharam que eu era o Songoku (quando ele tirava os pesos dos tornozelos e voava ainda mais rápido). A sério, o Songoku teria ficado com inveja, acho que ele não faria melhor. Mas confesso que não achei muito giro voar. Uma pessoa sente-se assim um pouco fora de controlo, sem saber para onde ir. Se calhar, com a prática, esse aspecto melhora. Em todo o caso, não pretendo voltar a torres del paine tão cedo. Foi muito duro e eu não tenho memória curta.
As paisagens eram muito bonitas. E fomos com o Maurício, um amigo zuca que conhecemos no hostel, em Puerto Natales (cidade onde estivemos antes de ir para torres del paine). O Maurício ia trabalhando no seu vlog enquanto caminhávamos, ia gravando algumas vezes seguidas a mesma coisa, haja energia (eu cá não tinha pulmão nem para duas palavras). Em todo o caso, andava mais rápido do que nós, por isso não participámos muito no vlog, senão agora poderiamos já ser bastante famosos – no Brasil e no mundo.
Enfim, o saldo foi positivo, foi um género de masoquismo camuflado com uma cereja no topo. As ditas torres é que nem vê-las porque no dia em que lá fomos, depois destas perninhas caminharem umas 4h (incluindo climbing puxadote), começou a chover, estava tudo nublado e elas escondidas por detrás das nuvens.
Uma nota também relação ao vestuário. Fomos aconselhados pelos entendidos a levar um kit para o dia e um kit para a noite – umas modestas duas mudas portanto (para quatro dias). Isto porque a de dia ficaria sempre molhada (chuvas, poças, etc.). Ah e por falar em poças, meter a pata na poça aqui era mesmo literal – e umas 20x ao dia, de modos que estes pézinhos nunca estiveram secos, incluindo de manhã, antes de começar o dito trekking, quando tinha que enfiar neste pé de princesa delicada, uma peuguinha molhada e um sapatito ainda mais encharcado. Errrrrr. Custou. E bem. Mas pronto, agora já estou quentinha.










