San Carlos de Bariloche

O Gonza foi o nosso primeiro anfitrião de couchsurfing. Para nosso desprazer, tivemos de conviver com o François e a Polaca, que também lá estavam alojados. O François e a Polaca são mesmo aquele casal que uma pessoa não ganha nada em conhecer. Não é que nos tenham feito algum mal mas… ela era a pessoa mais enjoadinha do universo, sempre que falava, parecia que estava a chorar. Acho que vamos continuar a reproduzir os sons que a polaca fazia quando falava durante muitos meses. E o Francia tinha aquele toque de Francês nariz empinado que sabe tudo, não tomou banho e usou a mesma t-shirt durante os 4 dias que lá estivemos – vá, pode eventualmente ter tomado banho enquanto não estávamos em casa mas a t-shirt não mudou mesmo. E estava constantemente a mexer na nossa comida sem ser convidado, como por exemplo pegar na garrafa de vinho que tínhamos comprado , que estava em cima da mesa, e sem dizer nada, pô-la lá fora, à janela. E quando me virei para ele e perguntei o que estava a fazer, disse-me que estava muito calor lá dentro (tipo 21ºC) para o vinho. Claro, portanto melhor pôr lá fora, onde estão uns 7ºC, sendo que o vinho deve estar entre 16ºC e 18ºC, segundo os especialistas na matéria. Para além disto, roubou-nos pão sem pedir, entre outros. E ainda punha kg de picante em tudo o que cozinhava mesmo depois do Gonza e do Xico (amigo do Gonza) terem passado mal com o picante que usou na primeira vez que cozinhou. Na Argentina não se come picante. E o Francês insistia em como a comida não estava picante. Até para mim que estou habituada, estava picante. Para além disto, vão fazer couchsurfing e não levam saco-cama (lata), andavam sempre os dois agarrados um ao outro, parecia que tinham cola, eram muito anhados, tudo era muito caro para eles então nunca queriam fazer nada (decidiram ir 9 meses viajar para a América do Sul, destino muito barato, para estar em casa).

Bariloche foi muito giro para além destas duas abéculas. O Gonza tinha uma “buena onda”, como se diz pelas bandas, tentou convercer-nos a planear menos a viagem (a nós que planeamos imenso) porque estávamos a tentar fazer um roteiro com os próximos destinos. O Gonza nunca planeia nada de nada, compra um bilhete de avião e vai. Quando chega ao destino, vai ao posto de turismo e, um dia e cada vez, decide o que vai fazer. Ele acha que dá azar até ver fotografias dos sítios para onde vamos viajar, cria expectativas, então agora já não vemos nada. Segundo ele, nós viajamos ao estilo europeu. Acho que ele nunca conheceu Ingleses.

Em Bariloche subimos ao Cerro Campanário, que tem uma das vistas mais bonitas que já vi na vida – lago, montanha, cidade -, fizemos o percurso chico, também muito bonito, e fomos ao cerro catedral, uma das montanhas mais conhecidas. Quando chegámos lá acima, estava aquele vento característico daqui – uns 60 km/h de vento. Quase voámos e por isso não fizemos o percurso todo – aposto que se tivéssemos ido com o Maurício teríamos feito. Enfim, chegámos ao pico da montanha (apesar de termos apanhado uma boa boleia de um senhor que trabalhava no parque, o que nos ajudou bastante).

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