Viemos fazer a rota dos sete lagos. Depois de uma horas, durante a manhã, a reclamar por ninguém nos dar boleia e por termos sido muito parvos em não alugar um “auto” enquanto ainda estávamos em casa do Gonza, em Bariloche, lá chegou o Pablo, o nosso Salvador. Pablo levou-nos direitinhos a San Martin (ou quase), o final da rota, e depois fizemos o caminho inverso, de regresso a Agostura. No carro do Pablo bombava um disco dos Natiruts, ele falava bastante bem “brasileiro” pois já tinha ido ao Brasil 15 vezes (!) e também tinha sido couchsurfer e albergado muitas couchsurfers (mas só mulheres, fez questão de clarificar), quando era solteiro. Agora estava velho para isso e tinha filhos.
No regresso, logo após o primeiro lago onde fomos (Lago Hermoso mas não achámos assim tão hermoso), depois de quase 1h a esticar o dedo, eis que surgem o Gustavo e a sua esposa, cujo nome não me recordo, e fizeram connosco todo o caminho até Angostura, parando em todos os lagos, para além de nos darem muito boas dicas sobre vinhos, Salta e bodegas a visitar. Tirámos também fotos para o insta (que para variar não chegaram a ver a luz das redes) e o Manel ganhou uma nova seguidora.
Os lagos são todos muito bonitos, se bem que às tantas já cansa tanta paisagem bela e parecida. Mas o lago espejo foi, sem dúvida, o melhor: vêem-se as nuvens e árvores reflectidas no lago, é lindo (daí chamar-se espelho).





